Estamos chegando ao fim de mais um ano, por isso é hora de pensar no que vem a seguir. Seguindo a tradição de anos anteriores, estas são as nossas previsões sobre os principais desafios e tendências em Facility Management para 2021. 

 

Promover o distanciamento social no trabalho 

O Covid-19 entrou na vida dos facility managers como um elefante numa loja de porcelana. Mesmo que a expectativa é de que as vacinas comecem a ser distribuídas ao público em 2021, o distanciamento social vai continuar sendo um motivo de preocupação para os facility managers. Isto porque, mesmo com o programa de vacinação acontecendo de forma diferente em cada Estado, ele deve ser organizado em fases, considerando faixa etária e os fatores de risco.

 

A maioria das empresas vai continuar operando remotamente, pelo menos de forma parcial, considerando sempre os decretos locais. Mas, para quem já está regressando ao escritório, o Facility Management é fundamental. A tecnologia de sensores inteligentes pode ser aplicada para controlar o uso das mesas e dos espaços de trabalho, dos banheiros, e até das rotinas de limpeza. Já os sensores de temperatura e umidade são úteis tanto para proporcionar mais conforto, como para manter os níveis ideais que diminuem a propagação do vírus pelo ar. 

 

Se você está preparando o regresso ao escritório em 2021, é uma boa hora para rever o nosso guia de como lidar com o COVID-19 enquanto facility manager e este artigo sobre como evitar o contágio no trabalho

 

IoT & Controle Remoto

Se houve uma coisa que o COVID-19 trouxe para a linha da frente, foi o controle remoto. Felizmente, a IoT jogou a favor dos facility managers. Os sensores têm aplicações quase infinitas no FM, incluindo no rastreamento de ativos, iluminação, AVAC, supressão de incêndios, segurança, gestão de estoque e monitorização de equipamentos. Como curiosidade,  em 2015 a McKinsey estimava que o mercado de IoT poderia chegar aos 1.1 trilhões de dólares em 2025, e que iria cortar os custos associados ao tratamento de doenças crônicas em até 50%. Em 2017, a Gartner previa que em 2025 teríamos 20 bilhões de aparelhos ligados à Internet, enquanto a Cisco calculava que seriam 50. 

 

Ainda não sabemos exatamente quantos dispositivos IoT se ativaram em 2020, mas é evidente que foram um valor agregado para enfrentar a pandemia. A IoT teve inúmeras aplicações durante os surtos de COVID-19, incluindo nos cuidados de saúde, no apoio ao trabalho remoto, na gestão de estoques e na indústria. É provável que esta tendência continue evoluindo à medida que os principais players do mercado aumentam a eficiência e exatidão destas tecnologias. 

 

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Nenhum software será uma ilha

Apesar das diferenças, todos estes estudos chegam a uma mesma conclusão – entre 40 a 60% dos dispositivos IoT dependem da interoperabilidade. Em 2021, vai ser impossível fugir da interconectividade. Além disso, há uma nova geração de facility managers – 40% dos facility managers deve se aposentar até 2026, por isso os millennials estão os substituindo rapidamente – que não vai aceitar menos do que uma atitude mobile-first ou uma plataforma user-friendly que consegue controlar com a ponta dos dedos.

 

Quando estes dois fatores se juntam, torna-se evidente que o software de facility management tem que se integrar com outras ferramentas – sejam plataformas de gestão de projeto, ERPs ou software de faturação. Para os gestores, isto significa que é possível cruzar informação com facilidade, o que lhes oferece uma perspectiva global de toda a organização e não só das fatias que correspondem ao FM e à manutenção. Por aqui, não queríamos nos gabar, mas… sabia que somos a plataforma de gestão mais integrada no mercado?

 

Edifícios Sustentáveis 

Os edifícios sustentáveis (também conhecidos como “green buildings”, ou literalmente “edifícios verdes”) foram, mais do que nunca, assunto em 2020. No Brasil não é diferente. Existem duas certificações que determinam a construção de edifícios sustentáveis no Brasil: LEED e AQUA.

 

LEED, Leadership in Energy and Environmental Design, ou “Liderança em Energia e Design Ambiental”, em português, é gerido pela empresa Green Building Council Brasil (GBC Brasil). O selo determina fatores de eficiência sustentáveis para a construção de edifícios. A certificação, em níveis Silver, Gold e Platinum, é usada em mais de 160 países. Os benefícios envolvem a redução de custos no empreendimento, foco na segurança e saúde dos trabalhadores, inclusão social e mais.

 

Já o AQUA, ou Alta Qualidade Ambiental, determina processos de gestão de projetos. Essa certificação foi adaptada a partir da francesa HQE (Haute Qualité Environnementale). O AQUA garante alguns benefícios para o empreendimento, como: economia de água e energia, alta qualidade ambiental, melhores condições de conforto, saúde e redução dos custos do condomínio. 

 

Right to Repair (o “direito de consertar”)

O ”Direito de consertar” é uma legislação aprovada recentemente na Europa que afeta eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos, celulares e tablets. Com essa lei, os fabricantes são obrigados a manter um nível de vida útil por aparelho – e deixá-lo claro para o cliente. O objetivo é tornar estes aparelhos menos descartáveis e mais fáceis de reutilizar, consertar e reciclar. 

 

No Brasil, no entanto, essa regra está bem longe de ser aplicada. Isso porque existe uma grande cultura de substituir o que é velho por algo novo. Ou, mesmo, buscar o caminho mais curto para resolver um problema. Assim, o lixo eletrônico continua sendo um problema sem data para ser resolvido.

 

Em janeiro, a França vai se tornar o primeiro país a adotar uma etiqueta com um índice de reparabilidade, bem parecida com a classificação energética que já conhecemos. Não se sabe ainda como isto vai afetar o Facility Management, mas é provável que diminua a depreciação dos ativos, aumente o número de consertos e diminua a necessidade de substituir eletrônicos. Também pode mudar a gestão de estoques, já que também existe o objetivo de  introduzir carregadores comuns para todo o tipo de gadgets portáteis. 

 

Por aqui, resta torcer para que o bom exemplo na Europa acelere a realização e aprovação de uma legislação semelhante.

 

Manutenção preditiva 

Por falar em reparações, vale terminar nossas previsões para 2021 com manutenção preditiva assistida por Inteligência Artificial (AI). Os gestores de manutenção sabem melhor do que ninguém que a manutenção preventiva pode causar trabalho em excesso ou improdutivo. Cada vez que jogamos uma peça fora antes de atingir o fim da sua vida útil, estamos desperdiçando tempo e recursos. A manutenção preditiva e a manutenção baseada na condição diminuem o desperdício e são mais sustentáveis em todos os aspectos.

 

A boa notícia é que a quantidade de informação que se consegue recolher através dos sensores já é suficiente para tornar a manutenção muito mais preditiva. Os sensores ajudam, por exemplo, a entender quando uma peça precisa ser trocada. É possível, porém, ir ainda mais longe com a inteligência artificial, que analisa os padrões e modos de falha ao longo da vida dos ativos. A manutenção assistida por AI é, portanto, uma das grandes tendências para acompanhar em 2021… e de 2021 em diante.

 

Como dissemos na abertura desse artigo, as expectativas são altas para a Gestão de Facilities em 2021. É importante ficar por dentro das tendências e tomar as medidas necessárias para ultrapassar os desafios. Fale com um dos nossos especialistas e saiba como o Infraspeak pode impulsionar a sua operação e ajudá-lo a superar esses desafios!