Em inglês, CMMS significa Computerized Maintenance Management System, também conhecido ocasionalmente como EAMS – Enterprise Asset Management System. Em bom português significam, respetivamente, Sistema de Gestão de Manutenção Computadorizado e Sistema Empresarial de Gestão de Ativos. 

 

Independentemente do nome que lhe quiser dar, ter um software dedicado à Manutenção é um game-changer na Gestão de Ativos de qualquer empresa, de qualquer tipo e de qualquer tamanho. Para nós, é aí que começa a diferença entre Manutenção e Gestão de Ativos, tal como preconiza a ISO 55000, a norma internacional que guia a gestão de ativos empresariais de qualquer natureza, lançada em janeiro de 2014 e revista em 2016 pela ISO

 

Quais são os objetivos da gestão de ativos?

A estratégia de qualquer empresa bem orientada foca-se nos resultados económicos e financeiros, na sustentabilidade do negócio, na expansão da marca, no respeito pelas normas e pela legislação, na segurança dos trabalhadores e de todos os que usam os seus produtos ou serviços e no impacto ambiental.

 

Ninguém compra um software só para dizer que tem um. Se compramos ou subscrevemos a uma ferramenta de gestão, é porque responde a um problema que precisamos de resolver. 

 

Nas empresas que estão na vanguarda da indústria, a gestão de ativos é um tema muito sério e que é visto como um apoio para as operações e/ou produção, que as aproxima das suas metas e dos objetivos de longo prazo. É um alicerce da estratégia corporativa da empresa.

 

As razões para ter um bom Software de Gestão de Ativos

A lista dos “porquês” para ter um bom software de Gestão de Ativos é relativamente extensa, tais como os deveres e a responsabilidade de quem dirige a área:

 

Redução de Custos Relacionados aos Ativos

1 – Reduzir os custos operacionais e de manutenção dos ativos através de cuidados adequados, tais como: aplicação de manutenções táticas; ferramentas de análise de falhas; identificação da causa raiz. 

2 – Prolongar a vida útil dos ativos, evitando despesas com a substituição frequente de ativos. 

3 – Reduzir o fundo de maneio empregado em stock, ao assegurar que a armazenagem é adequada e que as políticas ligadas ao stock de peças de reposição são revistas. 

 

Redução de Riscos Relacionados com o  Ativo

4 – Reduzir riscos associados às exigências legais sobre segurança, proteção ambiental, saúde, qualidade e sistema HACCP.

 

Melhoria da Performance dos Ativos

5 – Implementação, domínio e aplicação das melhores práticas e ações de melhorias ligadas aos KPI (Key Performance Indicators ou Indicadores Chave de Desempenho).

 

Manutenção e Serviços planeados

6 – Planeamento e programação de atividades, sejam de manutenção corretiva, preventiva, preditiva ou de melhoria.

7 – Gestão de Paragens e/ou manutenção programada.

 

Plano Mestre de Manutenção

8 – Permitir a atualização constante da Criticidade dos Equipamentos, classificando-os para o efeito de políticas/práticas de manutenção aplicáveis.

9 – Construção e revisão constante da base de dados de instruções de trabalho e dos planos de manutenção existentes.

10 – Elaboração e controlo das atividades de inspeção através de checklists aplicáveis a equipamentos e instalações de todas as categorias.

11 – Elaboração e aplicação do Plano Mestre de Manutenção anual de 52 semanas, com alcance plurianual de 5 anos, pelo menos para alguns equipamentos críticos.

 

Logística e Fornecedores Estratégicos

12 – Seleção qualitativa e definição quantitativa de materiais e peças críticas.

13 – Gestão de stock de peças sobressalentes críticas e materiais de uso constante.

14 – Desenvolvimento e acompanhamento de fornecedores de materiais e serviços estratégicos.

15 – Gestão de compras de materiais, serviços, contratos de longo prazo e serviços eventuais.

16 – Gestão de contratos.

 

Gestão de Documentos

17 – Retenção da informação através de gestão de documentos.

18– Atualização de esboços e esquemas relativos modificações, expansões e  substituições de equipamentos e instalações.

19 – Disponibilização de uma biblioteca de Procedimentos e Fluxos operacionais.

 

Engenharia de Confiabilidade

20 – Aplicação de novos métodos para aumentar a Confiabilidade e Manutenibilidade dos equipamentos,  instalações e novos projetos.

21 – Operações e encargos para novas instalações.

22 – Apoio  a ferramentas de gestão e de análise como Manutenção Produtiva Total (TPM), 5 Porquês, Análise de Falhas, etc.

23 – Gestão do LCC  – Life Cycle Cost – ou custo do ciclo de vida.

 

Segurança do Trabalho

24 – Atualização constante, e aplicação, da legislação existente, principalmente quanto ao Código do Trabalho.

25 – Construção, revisão constante e uso da base de dados para encontrar todas as Instruções de Segurança do Trabalho e os planos de contingência.

 

O Quadro Geral de Indicadores de Gestão – Dashboard

26 – Aquisição de informação, controlo de dados, apresentação e disponibilização dos principais Indicadores de Gestão tais como Custos, Disponibilidade, Confiabilidade, Taxa de Falhas, Adesão ao Plano de Manutenção, etc.

 

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