Building Management System significa, literalmente, sistema de gestão de edifícios. Em Português, também é comum a designação “Gestão Técnica Centralizada [de Edifícios]” ou GTC.  Estes sistemas permitem gerir e monitorizar todos os sistemas do edifício, incluindo o sistema elétrico, sistema AVAC, a produção de energia renovável e os contadores de luz e gás.

 

O que é um integrated building management system (iBMS)?

 

Mais recentemente, surgiram os sistemas de gestão integrada de edifícios, ou integrated building management system (iBMS). Tal como os seus predecessores, permitem centralizar todos os sistemas do edifício, mas estendem esta integração a todo o ambiente do edifício. Por isso, incluem também o controlo de acessos, a videovigilância e o sistema anti-incêndio, entre outros. 

 

Ao centralizar todos os sistemas, tanto um BMS como um iBMS facilitam a gestão do edifício e transformam-se num ponto único de controlo para todo o edifício. Por isso, os edifícios novos já são construídos com um sistema de automação e controlo de edifícios (“building automation control systems”, outra designação) e, a partir de 2025, passarão a ser obrigatórios em toda a União Europeia.

 

⚠️  É obrigatório ter um GTC?

Até 2025, os sistemas SACE (Sistemas de Automação e Controlo do Edifício, que permitem o controlo e monitorização de todas as instalações, mas de forma descentralizada) passam a ser obrigatórios em toda União Europeia para edifícios com uma potência nominal entre 100 a 290 kW. A partir dos 290 kW, é obrigatório ter um Sistema de Gestão Técnica Centralizada, o SGTC ou GTC. Saiba mais sobre o que muda na legislação.

 

No mínimo, o sistema para gestão do edifício deve monitorizar:

 

  • contagem de energia elétrica por sistema AVAC;
  • contagem individualizada de energia de produção renovável;
  • contagem individualizada de equipamentos com potência superior a 12 kW;
  • contagem individualizada de energia térmica ou elétrica para calcular o rendimento de unidades geradoras com potência nominal superior a 70 kW;
  • contagem individualizada do consumo de combustíveis para cada equipamento gerador com potência superior a 100 kW;
  • contagens de contadores que permitem desagregar a energia associada a cada uma das diferentes funções, como aquecimento de águas quentes sanitárias ou aquecimento de água para piscinas; 
  • contagens gerais para o sistema de iluminação e AVAC, por fonte de energia;
  • contagens gerais de energia elétrica, térmica ou outras fontes de energia.

 

No caso dos GTC, deve haver uma funcionalidade para criar um arquivo dos últimos 6 anos de registos, assim como informação sobre a temperatura, a concentração de CO2, entre outros.

 

Quais são os benefícios de utilizar um BMS? 

 

Para começar, o uso correto de um GTC reduz o consumo de energia em 30%. No entanto, diminuir o consumo e os gastos de energia não são os únicos benefícios de utilizar um sistema de gestão de edifícios. A tecnologia para gerir edifícios também nos permite aumentar o conforto dos ocupantes, diminuir a pegada de carbono e aumentar a eficiência técnica. 

 

  • Poupança de energia

Um edifício sem gestão técnica centralizada gasta 10 a 30% mais energia do que um edifício semelhante com um sistema de gestão do edifício. 

  • Melhoria de conforto 

A automação de gestão de edifícios permite controlar melhor a temperatura ambiente e outros indicadores de qualidade do ar em tempo real. 

  • Gestão da infraestrutura

Centralizar toda a informação permite gerir e monitorizar melhor os ativos, o que reduz a manutenção correctiva

  • Impacto ambiental

Os edifícios inteligentes são mais sustentáveis e mais eficientes do que os edifícios convencionais. Assim, reduz o impacto ambiental da sua empresa.

Como funcionam os sistemas de automação de edifícios?

 

Normalmente, sistemas integrados de gestão de edifícios (iBMS) ou sistemas de automação de edifícios (BAS) desdobram-se em 5 componentes que interagem entre si e formam o “sistema”. 

 

A primeira componente são os pontos de recolha de informação. Podem ser sensores que medem a humidade, a temperatura, a luminosidade e ocupação da sala; os detetores de incêndio ou de monóxido de carbono; ou os contadores de energia. 

 

Esta informação é transmitida aos “controladores” – o cérebro da operação. Consoante a informação que recebem, enviam comandos a todos os sistemas que estão conectados, como o sistema AVAC, as lâmpadas, purificadores de ar, etc. Depois, os “módulos de saída” (output) executam os comandos. 

 

A comunicação entre todos os componentes faz-se através de uma linguagem específica (protocolos de comunicação), tais como o protocolo BACnet. Finalmente, existe uma interface a partir da qual todos os operadores e gestores podem aceder à informação e fazer ajustes manualmente. 

 

Exemplos de gestão de edifícios automatizada: 

  • AVAC. Graças a sensores IoT, as definições do AVAC podem ser ajustadas automaticamente para poupar energia e proporcionar máximo conforto. 
  • Iluminação. Um sistema de automação gere a iluminação do edifício com base na ocupação e nas horas de luz solar diárias. 
  • Segurança. O sistema de automação controla quando o alarme está ligado ou desligado, as câmaras de videovigilância e o controlo de acessos. 
  • Purificação do ar.O sistema controla a ventilação com base em medições, o que é mais eficiente do que o controlo humano. 

 

Qual é a importância dos sistemas de gestão de edifícios? 

 

A automação de sistemas AVAC e da iluminação do edifício pode reduzir o consumo de energia do edifício em 5-30%, de acordo o “Building Management System Market Forecast to 2023”. Além disso, a automação de edifícios permite poupar em manutenção preventiva. Por isso, embora o custo médio de um sistema de gestão de edifícios ainda seja elevado, o investimento é recuperado em apenas  3-8 anos. 

 

Contudo, a poupança não é o único motivo pelo qual um BMS, iBMS, BAS ou GTC é importante para facility managers, proprietários e utilizadores:

 

  • Um BMS permite que os facility managers percebam onde e como estão a desperdiçar energia;
  • Um BMS ajuda a estender a vida útil dos activos, o que melhora o ROI dos proprietários; 
  • Para edifícios altamente complexos, como hospitais ou refinarias, o BMS promove condições óptimas de trabalho e oferece mais segurança.

 

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