A eficiência de um ativo depende da sua fiabilidade. Mas o que é, afinal, a fiabilidade dos ativos?
O que é um ativo?
Um ativo é um bem que a empresa detém e que pode converter-se num lucro ou benefício. Por isso, há centenas de coisas que podem ser um “ativo”. Entre outros, há ativos financeiros (como depósitos ou ações), ativos intangíveis (por exemplo, patentes, copyrights ou até notoriedade de mercado) e ativos físicos (bens imóveis e equipamento).
Para os propósitos deste artigo, vamos focar-nos apenas nos ativos físicos. Normalmente, a gestão de ativos engloba todo o ciclo de vida dos ativos, desde o momento que são encomendados até que são substituídos e desmantelados. O objetivo é otimizar o uso dos ativos e maximizar os benefícios que se podem extrair de cada ativo, sendo que um software gestão de ativos pode facilitar significativamente este processo.
A gestão eficaz dos ativos físicos requer também um controlo rigoroso dos recursos necessários para a sua manutenção. Neste contexto, um software gestão de stocks pode ser fundamental para garantir a disponibilidade das peças e materiais necessários, contribuindo diretamente para a fiabilidade dos equipamentos.
Durante a sua vida útil, otimizar o uso de cada equipamento implica uma boa gestão de manutenção, sendo que um software CMMS pode ser fundamental para planear e executar as atividades de manutenção. Já quando se trata de imóveis, as águas dividem-se entre o hard facility management, que engloba os serviços técnicos, e o soft facility management, que se foca no conforto dos ocupantes. Um software gestão de facilities pode ajudar a coordenar ambas as vertentes de forma integrada. Pode ler mais sobre as diferenças entre gestão de ativos, de manutenção e de infraestruturas aqui.
Quando se trata de uma abordagem mais abrangente, a implementação de um software CAFM permite uma gestão integrada de facilities, combinando a gestão de ativos com o planeamento espacial e a otimização de recursos.
O que é a fiabilidade de um ativo?
Contudo, tirar proveito dos ativos implica que sejam fiáveis. A fiabilidade (ou confiabilidade) é a capacidade de um ativo cumprir as expectativas acerca da sua funcionalidade. Por isso, um ativo fiável funciona de modo expectável e consistente. Além disso, respeita todos os requisitos legais, oferece o desempenho necessário para o negócio e cumpre as expectativas dos stakeholders.
O cumprimento dos requisitos legais e normativos mencionados é fundamental para a fiabilidade dos ativos. Neste sentido, um software gestão de compliance pode automatizar o controlo destes requisitos, garantindo que os ativos mantêm a sua conformidade ao longo do tempo.
Não há uma fórmula simples para calcular a fiabilidade de um equipamento. Há quem use uma distribuição de Weibull, mas também pode usar uma função lognormal para calcular a confiabilidade. Num artigo anterior, explicamos como calcular a confiabilidade e a disponibilidade dos equipamentos de forma simplificada, com base num indicador que já conhece bem: o MTBF.
Fiabilidade vs Disponibilidade
É importante perceber que um ativo com uma alta taxa de disponibilidade não é necessariamente fiável. Um determinado equipamento pode estar disponível 90% do tempo, mas só funcionar como esperado 70% das vezes (todos nós conhecemos aquela impressora do escritório que está sempre a falhar, certo?). Isso faz com que seja um equipamento com uma boa disponibilidade, mas baixa fiabilidade.
A nossa vida está rodeada de exemplos assim. Imagine um GPS, por exemplo, que deve cobrir quase todo o território mas que nem sempre encontra a orientação correta ou a rota mais rápida. Estas falhas fazem com que gastemos mais recursos do que o necessário (desperdício), prejudicam a experiência do utilizador e têm um impacto negativo na produtividade do negócio.
Fiabilidade vs Qualidade
No entanto, é igualmente importante distinguir fiabilidade de qualidade. A qualidade é quão bem um ativo desempenha a sua função – se é eficiente, seguro, intuitivo para os técnicos ou confortável para os utilizadores. Por outro lado, a fiabilidade é quão bem o ativo mantém o seu desempenho ao longo do tempo, em várias condições.
Para equipamentos distribuídos geograficamente, um software field service management torna-se essencial para coordenar as equipas técnicas e garantir intervenções rápidas e eficazes, mantendo assim a fiabilidade dos ativos ao longo do tempo.
Por exemplo, um carro pode ser confortável, funcionar com energia elétrica, ter um excelente sistema de GPS e ser apropriado para os seus técnicos no terreno. Isso é qualidade. Mas o que determina se o carro é fiável é a capacidade de manter essas características em diferentes condições (por exemplo, em terrenos difíceis) à medida que o tempo passa.
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