Quando falamos de facility management (FM) e setor público, falamos necessariamente de ecossistemas complexos e de dinâmicas sensíveis quanto à sua integração e interoperabilidade. 

Pensemos, por exemplo, no caráter essencial de serviços como a educação ou a saúde, e na pertinência de uma operação continuada, protegida de interrupções significativas; nos requisitos únicos de cada facility, quanto ao seu uso, propósito, constrangimentos e dimensão; no escrutínio e accountability indissociáveis destas estruturas, que exigem redobrada transparência no uso de fundos públicos. 

Boas notícias: a Era da Inteligência já chegou aqui

Nos últimos anos, as questões do impacto ambiental das estruturas públicas, do controlo de custos, da eficiência operacional, ou do foco em Health & Safety pós-pandemia ganharam um espaço novo e desencadearam interesse em aspectos que eram, antes, menos contemplados, como a adoção de sistemas assentes na Internet das Coisas (IoT), a Inteligência Artificial (IA), ou a análise de dados para otimizar a manutenção, a gestão da energia, ou o conforto dos utentes, numa perspetiva integrada de FM. 

O exemplo da Câmara Municipal de Matosinhos

A Câmara Municipal de Matosinhos enfrentava, em 2020, uma série de desafios na gestão da manutenção dos seus 730 edifícios e mais de 12 mil equipamentos. A operação tinha como base o uso do papel, o que resultava em atrasos e dificuldades no acompanhamento dos pedidos e na gestão dos recursos; a equipa de manutenção, cuja idade média se encontrava nos 60 anos, estava subdimensionada; a pandemia de COVID-19 veio juntar-se à equação, ao exigir trabalho remoto e procedimentos que garantissem a segurança dos dados. 

Era inevitável que as Plataformas Inteligentes de Gestão de Manutenção (IMMP) entrassem em cena para unir as margens entre necessidades e desafios; entre as tendências a que o setor não pode ser alheio e a concretização que a tecnologia vem, enfim, facilitar.

A adoção de uma Plataforma Inteligente de Gestão de Manutenção veio alterar este cenário e dotar a Câmara Municipal de Matosinhos de controlo e visibilidade totais sobre as suas operações de FM. A plataforma integrou todos os dados existentes do Excel e de outras ferramentas, centralizando-os, e o uso de etiquetas NFC facilitou o acesso rápido à informação sobre os ativos.

📝 Ler caso de estudo completo da Câmara Municipal de Matosinhos

O município observou uma significativa poupança de tempo, maior produtividade, e redução dos custos operacionais. E não é o único. O Ayuntamiento Vendrell, na Catalunha, também já usufrui de todas as potencialidades de análise de dados, transparência, controlo, flexibilidade e eficiência que uma IMMP é capaz de assegurar. Segundo Salvador Martorell Parraga, Responsável de Manutenção, “os técnicos adaptaram-se rapidamente ao novo sistema, e agora conseguimos obter um feedback que antes não era, de todo, possível.” 

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Construindo o futuro do FM, juntos

A mudança na relação do setor público com o facility management já está a acontecer — não apenas quanto ao reconhecimento da sua importância, mas também quanto à forma como efetivamente se gerem as operações de manutenção. 

Estamos hoje, indiscutivelmente, no caminho da Inteligência. Há que continuar a fazê-lo, trabalhando de perto com as pessoas — decisores, técnicos,  stakeholders rumo a um setor público completamente capaz de incorporar a tecnologia e dotar o FM da robustez que estes tempos exigem. 

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