A Manutenção Corretiva é a atividade técnica executada depois da ocorrência de uma avaria e tem como objetivo restaurar o ativo para uma condição em que pode funcionar como pretendido, quer pela sua reparação ou por substituição.

Isto não significa que a Manutenção Corretiva é apenas relevante quando nenhuma outra estratégia é adotada. Pode ser usada como estratégia por si só, ou juntamente com outras estratégias de manutenção ativas.

Esperar por avarias

Por um lado, se usada por si só numa base de “funcionar até avariar”, nenhuma ação preventiva é executada sobre os equipamentos, que são deliberadamente deixados a funcionar até que ocorra uma avaria, sendo depois reparado ou substituído.

Esta abordagem é ideal para equipamentos de baixa prioridade, ou seja, sem os quais as operações da empresa podem continuar o seu funcionamento normal. O mesmo se aplica a equipamentos de menor valor, cuja manutenção ou monitorização regular poderiam acabar por ser mais caras do que a simples reparação ou substituição depois da ocorrência de falhas.

Contudo, se aplicada a equipamento de elevada prioridade, poderá eventualmente levar a tempo de inatividade inesperado, visto que as operações normais da empresa terão, provavelmente, de ser interrompidas. Pode também levar a despesas a longo prazo muito elevadas se aplicada a equipamentos de elevado valor.

A Manutenção Corretiva como parte de um plano maior

Por outro lado, mesmo se planos de Manutenção Preventiva ou Manutenção Preditiva estiverem ativos, a Manutenção Corretiva pode (e deve) ser considerada. Neste caso, é também conhecida como Manutenção Reativa.

Por mais eficazes que estas estratégias de manutenção proativa sejam, não o são a 100%. Avarias (ainda que com menor frequência) continuarão a ocorrer, mesmo não tendo sido previstas ou esperadas. É aconselhável estar preparado para ações corretivas, que continuarão a ser necessárias.

De acordo com a regra geral (a regra dos 80/20), apenas 20% do tempo empregue em manutenção deve ser despendido em ações corretivas, devendo os restantes 80% ser alocados para manutenção preventiva.

A Manutenção Corretiva é uma estratégia imprevisível que deve ser usada cautelosamente e reservada para ativos cujo colapso não compromete as operações, nem traz custos excessivos para a empresa.

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