O objetivo de uma avaliação do risco na manutenção é identificar os riscos associados ao desgaste dos equipamentos, de forma a manter as boas condições de funcionamento de todo o tipo de equipamentos e instalações.

O processo de uma avaliação do risco na manutenção passa por 5 pontos principais, desde a recolha de informação, passando pela inspeção aos equipamentos e instalações, até ao cálculo efetivo do risco e a tomada das medidas necessárias.

Avaliação do risco na manutenção

1. Informação

A primeira fase do processo passa por obter toda a informação relevante e necessária relativa aos edifícios e aos equipamentos, incluindo mapeamento de locais e ativos e esquemas de engenharia, históricos de manutenção, falhas previamente identificadas, manuais dos equipamentos, etc.

2. Inspeção

Em seguida, é importante realizar uma inspeção detalhada às infraestruturas e equipamentos cujo risco se pretende avaliar. Devem determinar-se os elementos e características a ser avaliadas, que deverão ser usados na elaboração de fichas para serem preenchidas no decorrer da inspeção.

Com base na informação e os dados recolhidos na observação, segue-se a estimativa do tempo de vida restante dos equipamentos e, então, atribuir-lhes uma classificação de A a D, sendo que:

A. MUITO BOM: O equipamento está em ótimo estado e estima-se que funcione adequadamente até ao final do tempo normal de vida;

B. BOM: O equipamento está em bom estado, apenas com algum desgaste;

C. OPERACIONAL: O equipamento está operacional, mas carece de grandes reparações ou de uma substituição;

D. INSTÁVEL: O equipamento está instável e em perigo de colapso.

Existe ainda uma categoria intermédia B/C, que representa que o equipamento se encontra na condição B mas passará a C dentro de 5 anos.

3. Avaliação

Esta fase da avaliação do risco na manutenção consiste na estimativa de quando poderão ocorrer falhas dos componentes e as suas potenciais consequências.

Tendo em conta a probabilidade de falha (classificada de 1-5, em que 1 = rara; 2 = improvável; 3 = possível; 4 = provável; 5 = certa) e a gravidade das consequências esperadas (classificada de 1-5, em que 1 = insignificante; 2 = pequena; 3 = moderada; 4 = grande; 5 = catastrófica), passa-se então à determinação do risco através de uma matriz como a que se segue:

tabela de classificação do risco

Os valores apresentados correspondem ao produto dos níveis de probabilidade e de potenciais consequências correspondentes, enquanto as quatro cores representam os diferentes níveis de risco: baixo (verde), moderado (amarelo), significativo (laranja) e alto (vermelho).

Por exemplo, se a ocorrência de uma falha é provável (3) e as potenciais consequências da falha são grandes (4), então o risco é igual a 3*4=12 (risco significativo).

4. Planeamento

Depois de apresentados os resultados da avaliação de risco acima, deve ser elaborado o plano de manutenção para os equipamentos ou edifícios em questão, dando, naturalmente, prioridade àqueles cujo risco associado é significativo ou alto.

5. Manutenção

Por fim, segue-se a execução dos trabalhos de manutenção necessários de acordo com o plano definido anteriormente. É essencial que a avaliação do risco efetuada seja revista anualmente, de forma a ter em conta a deterioração contínua dos equipamentos, obras realizadas entretanto ou novos equipamentos adquiridos.

Recomenda-se ainda que uma nova inspeção detalhada seja efetuada a cada 5 anos, atualizando os resultados obtidos em relação aos já registados anteriormente.

Assim que concluída a avaliação, saberá como prevenir futuras avarias de ativos com elevada necessidade e que não podem em circunstância alguma ficar comprometidos. Tendo isso em conta, é necessário que os responsáveis pela manutenção prevejam um plano eficiente e sem riscos para os ativos.