7 coisas que um jogo de futebol lhe pode ensinar sobre manutenção

Maintenance management

Há cerca de uma semana, várias pessoas da equipa Infraspeak decidiram arruinar os joelhos e a reputação e reuniram-se para um jogo de futebol. Há diversos aspetos/acontecimentos desse jogo que podem ser usados como lições acerca da gestão de manutenção. Ora vejamos:

1. Planeamento apressado (maior custo e menor disponibilidade de jogadores).

A ideia surgiu apenas dois dias antes da data do jogo, pelo que só os campos mais caros estavam disponíveis para o horário pretendido e alguns potenciais jogadores já tinham outros compromissos.

Na manutenção:

Se planear os trabalhos de manutenção com antecedência, pode evitar custos desnecessários causados por avarias ou falta de materiais. Isto também lhe permite distribuir tarefas de acordo com a disponibilidade dos técnicos envolvidos no trabalho.

2. Início com atraso por falta de fundos para o pré-pagamento (má gestão de custos e orçamentação).

Na hora de começar o jogo, não conseguimos reunir o dinheiro suficiente para o pré-pagamento. Fomos salvos pelo Vítor, o nosso bondoso Mobile Engineer, que nem sequer participou no jogo e que nos fez um empréstimo até ao final da partida. Ou do ano.

Na manutenção:

Uma boa gestão de custos e boa orçamentação permitem-lhe evitar situações em que o valor pago é superior ao estimado, ou até casos em que, por exemplo, encomendas de material ou serviços têm de ser suspensos por falta de fundos para o pagamento.

3. O Luís e o Felipe, co-fundadores da Infraspeak, chegaram ambos atrasados (falta de notificações).

Algumas falhas de comunicação e a ausência de lembretes contribuíram para que alguns jogadores — incluindo os co-fundadores (“liderar pelo exemplo” é para meninos) — se atrasassem. Foram chegando durante o jogo, o que causou algum desequilíbrio nas equipas numa fase inicial.

Na manutenção:

Se toda a equipa de manutenção puder comunicar de forma fácil ou automática — por exemplo, com sistemas que incorporem notificações acerca de avarias reportadas ou trabalhos agendados  — a produtividade da equipa será muito maior.

4. Ricardo com falta de fôlego aos 20 minutos (falha de formação dos técnicos).

Aos 20 minutos de jogo, já a maioria dos jogadores (especialmente o Ricardo, o nosso Frontend Developer) ofegava e corria numa espécie câmara lenta triste e progressivamente mais semelhante a um episódio do The Walking Dead, às vezes até sem a parte do “walking”. Exercício físico mais regular teria evitado este sentimento de colapso iminente para todos.

Na manutenção:

É importante que os técnicos de uma equipa de manutenção tenham treino adequado e regular para o bom desempenho das suas funções, tendo em conta os avanços tecnológicos do setor. Caso contrário, terão performances inferiores às desejadas.

5. O Pedro lesionou-se (alocação de técnicos não qualificados).

O Pedro, Marketing & Content Executive da Infraspeak, não só estava ofegante ao fim de 20 minutos, como estava lesionado num tornozelo sem razão aparente. (In)felizmente, já se esperava que o Pedro se lesionasse, só não se sabia quando, onde, nem como.

Na manutenção:

É crucial atribuir trabalhos a técnicos especializados. Tal como o Pedro não devia ter sido alocado para um jogo de futebol, um eletricista não deve ser responsável por trabalhos, por exemplo, de AVAC — tanto para bem do técnico como da qualidade do trabalho.

6. O José preferiu intensidade à qualidade

O José, nosso especialista em Customer Development, fez muitos remates durante o jogo e, se algum tivesse acertado no guarda-redes, haveria costelas partidas. No entanto, apesar da força dos remates, não teve o cuidado de os fazer com qualidade — nenhum resultou em golo e o José acabou na lista de derrotados.

Na manutenção:

O gestor não deve atribuir o máximo de tarefas possível à agenda dos técnicos, ignorando o tempo necessário para que as tarefas sejam feitas com qualidade. Se o fizer, os técnicos darão prioridade à intensidade com que trabalham (para conseguirem cumprir a agenda) e não à qualidade da execução, acabando todos — incluindo o gestor — por ficar na lista de derrotados com o José.

7. O Pedro trocou de equipa e perdeu duas vezes, mas ganhou (análise detalhada de indicadores).

Antes da lesão, o Pedro jogou na equipa sem coletes, que estava a perder por 5-0. Depois da lesão e da chegada de todos os jogadores, o Pedro passou a ser guarda-redes da equipa dos coletes, que acabou por ganhar o jogo, com o resultado final de 11-7 (6-7 após a troca de equipa). Assim, como por magia, o Pedro conseguiu perder na sua passagem por cada equipa, mas ficou na lista de vencedores no final.

Na manutenção:

A análise detalhada de indicadores pode revelar informações importantes que não são visíveis na análise de métricas gerais — por exemplo: mesmo que, ao fim de um ano, a sua empresa apresente crescimento positivo, analisar as métricas mensais pode revelar fases de decréscimo, que devem ser exploradas para determinar as causas e evitá-las no futuro.