O CMMS, sigla em inglês para Computadorized Maintenance Management System, também é conhecido na praça como EAMS – Enterprise Asset Management System. Em bom português, significam Sistema Computadorizado de Gestão da Manutenção e Sistema Empresarial de Gerenciamento de Ativos, respectivamente. 

Por aqui chamamos essa ferramenta mais de SGM – Sistema de Gestão da Manutenção.

Seja o nome que você queira adotar, ter um software dedicado à Manutenção é um divisor de águas na Gestão de Ativos de qualquer empresa, de qualquer tipo, de qualquer tamanho. E é aí que, para nós, começa a nuance,  a diferença, entre Manutenção e Gestão de Ativos, como preconiza a ISO 55000, a norma internacional que compreende o gerenciamento de ativos empresariais de qualquer natureza, lançada em janeiro de 2014 pela ISO

Para contextualizar nossa conversa aqui, peguei um pedaço de um dos textos do Blog da Infraspeak que fala sobre “Trabalho sem Papel para dar o pontapé nesta nossa conversa de hoje:

Sustentabilidade empresarial é um conceito que diz sobre práticas, ferramentas e estratégias que permitem o uso consciente e auto suficiente de recursos naturais para a produtividade rotineira do negócio. Essa é uma questão importante por dois motivos:
a empresa alinha suas ideias e sua cultura a uma mentalidade de futuro, garantindo que os recursos utilizados hoje estejam disponíveis em qualidade e quantidade nas próximas décadas;
é uma estratégia que gera economia de custos na empresa e a otimização da operação, aliando a consciência ambiental com resultados reais para a empresa. Por isso, o conceito de sustentabilidade empresarial precisa ser compreendido e valorizado por todos os diretores. Essa é uma forma de garantir eficiência hoje e viabilidade amanhã.

Embora o texto tenha um viés para a valorização da questão centrada da sustentabilidade, cai como uma luva no que aqui tratamos: as principais razões para se escolher um bom software para fazer Gestão de Ativos.

Metas da Gestão de Ativos

A estratégia de qualquer empresa, bem dirigida obviamente, visa resultados econômicos e financeiros, perenidade dos negócios, expansão da marca, respeito às normas e legislação, respeito a segurança dos trabalhadores e usuários de seus produtos e serviços, sustentabilidade com amplo respeito ao meio ambiente.

Não conheço ninguém que compre um software só para dizer que tem um. Se compramos ou alugamos uma ferramenta de gestão é porque há alguma necessidade empresarial a ser atendida.

Nas boas casas do ramo, aquelas empresas que são líderes, que estão no topo da concorrência, o gerenciamento de ativos é coisa muito séria e é desenvolvido de forma a suportar as operações e ou produção, facilitando o atingimento das metas e os objetivos de longo prazo da organização. É fundamental apoiar a estratégia corporativa da empresa.

As principais razões para se ter um bom Software para a Gestão de Ativos

A lista de itens dos porquês de se ter um bom software na Gestão de Ativos é relativamente extensa, como são as necessidades e o alcance do que é vinculado à aba de quem dirige a área:

Redução de Custos Relacionados aos Ativos

1 – Reduzir os custos operacionais e de manutenção dos ativos através de cuidados adequados, tais como:  Aplicação de manutenções táticas; Ferramentas de análise de falhas; Identificação da causa raiz. 

2 – Prolongar a vida útil dos ativos, evitando assim despesa com substituição frequente de ativos. 

3 – Reduzir o capital de giro empregado em estoque, assegurando que os princípios de armazenagem adequada sejam seguidos e revendo as políticas ligadas ao estoque de peças de reposição. 

Redução de Riscos Relacionados ao Ativo

4 – Reduzir riscos associados às exigências legais para segurança, proteção ambiental, saúde, APPCC – Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle – e qualidade;

Melhoria da Performance dos Ativos

5 – Inserção, domínio e aplicação das melhores práticas e ações de melhorias ligadas aos KPI – Key Performance Indicators – Indicadores Chave de Desempenho;

Manutenção e Serviços planejados

6 – Aplicação de planejamento e programação de atividades, sejam de manutenção corretiva, preventiva, preditiva, sejam de melhoria;

7 – Gestão de Paradas e ou Reformas;

Plano Mestre de Manutenção

8 – Permitir a constante atualização da definição da Criticidade dos Equipamentos, classificando-os para efeito de políticas/práticas de manutenção aplicáveis;

9 – Construção e revisão constante do banco de dados das instruções de trabalho e os planos de manutenção existentes;

10 – Elaboração e controle das atividades de inspeção – checklists – aplicáveis a equipamentos e instalações de todas as classes;

11 – Elaboração e aplicação do Plano Mestre de Manutenção anual de 52 semanas com alcance Plurianual de 5 anos, em alguns casos, para equipamentos críticos;

Logística e Suprimentos Estratégicos

11 – Seleção qualitativa e definição quantitativa de materiais e peças críticas;

12 – Gestão de estoque de sobressalentes críticos e materiais de uso constante;

13 – Desenvolvimento e acompanhamento de fornecedores de materiais e serviços estratégicos; 

14 – Gestão de Compras de materiais, serviços e contratos de longo prazo e serviços eventuais;

15 – Gestão de contratos;

Gestão de Documentação

16 – Retenção da informação através de gestão de documentos;

17 – Atualização de desenhos e esquemas quanto modificações, expansões e descartes de equipamentos e instalações;

18 – Desenvolvimento e acompanhamento de fornecedores de materiais e serviços estratégicos; 

19 – Disponibilização de biblioteca de Procedimentos e Fluxos operacionais;

Engenharia de Confiabilidade

20 – Aplicação de metodologia para incremento da Confiabilidade e Manutenibilidade em equipamentos e instalações e para novos projetos;

21 – Operações de Comissionamento de novas instalações;

22 – Suporte a programas gerenciais como TPM, 5S, Análise de Falhas, etc.;

23 – Gestão de LCC  – Life Cycle Cost;

Segurança do Trabalho

24 – Constante atualização e aplicação da legislação existente, principalmente quanto as NR – Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego;

25 – Construção, revisão constante e uso do banco de dados das Instruções de Segurança do Trabalho e os planos de contingência;

Quadro Geral de Indicadores de Gestão – Dashboard

26 – Formas de aquisição de informações, controle dos dados e apresentação e disponibilização dos principais Indicadores de Gestão tais como Custos, Disponibilidade, Confiabilidade, Taxa de Falhas, Adesão ao Plano de Manutenção, etc.

A Gestão de Ativos é uma ciência dinâmica. Com tanta disruptura rolando por aí, avanço da indústria 4.0, Internet das Coisas na Indústria – IIoT – etc., não tenho a pretensão de esgotar o assunto aqui. Voltarei para ver a coisa no detalhe.

Se você chegou até essa parte do texto é porque o tema lhe interessou. Para saber mais sobre as funcionalidades, aplicações e funções de um sistema de gestão da manutenção, clique aqui para conversar com um consultor. 

Abraços e até a próxima!