Com base em pesquisas feitas em 2019 com mais de 2300 empresas, versando estas pesquisas sobre os mais variados temas, oito principais e relevantes riscos foram realçados pelas pequenas, médias e grandes companhias em diferentes estágios de transformação digital. 

A Manutenção, assim mesmo com “M” maiúsculo, é aquela função dentro da empresa que, numa definição rasa, mantem os equipamentos em condições boas de uso pela Operação ou Produção. A Manutenção tem compromisso com o projeto original.

Já a Gestão de Ativos, que tem também dentro de si a Manutenção, vai bem além, alguns degraus acima, incorporando coisas como atenção constante com inovações, melhorias, disrupturas técnicas e sociais, gestão de riscos.

E é na gestão de riscos associados à transformação digital, ou a falta dela, que estão as maiores ameaças para a Gestão de Ativos.

Pesquisas internacionais diversas apontam que a fragilidade em lidar com as ameaças surge de fora para dentro das companhias, a partir de um mundo que se transmuta numa velocidade nunca antes experimentada. Mudanças nas regras de comércio, ciberataques e a escassez de profissionais qualificados, povoam os pesadelos dos gestores mais antenados.

O problema é que a maioria esmagadora profissionais da área não conseguem quantificar os 10 maiores riscos na GA e pouquíssimos, pouquíssimos mesmo, possuem processos formais para identificá-los. O nível de preparação das empresas à resposta-risco é muito baixo e na Gestão de Ativos é pior ainda.  

Com a cobrança pelo resultado do ano, o cumprimento de metas que não vão além de 12 meses, a gestão de ativos é marcada pela ansiedade do número do mês, no máximo do trimestre. 

Acaba por acontecer muita precipitação, pois a incessante busca pela inovação em setores distintos baseia-se apenas na implantação, deixando brechas aqui e acolá na estrutura, trazendo mais males que benefícios, devido aos riscos que o novo feito acarreta para a empresa. Com o agravante, aqui no Brasil, da constante instabilidade econômica.

O fato é que a transformação digital é uma exigência posta para a sobrevivência na Gestão de Ativos e traz consigo uma série de riscos. Aqui os sete principais riscos: 

Tecnologia

Todo e qualquer equipamento que tenha sido posto em operação até 2010, precisa de uma atualização tecnológica. Com mais de 20 anos de uso, é provável (muito) que sua substituição seja uma solução mais econômica e viável do que os custos de manutenção do mesmo. Com a transformação digital das companhias, salvo honrosas e específicas exceções, não há analógico que tenha melhor desempenho que o digital. O futuro é digital e há que se preparar para essa nova forma de trabalho, negócios, uso e resultados.

Cadeia de Suprimentos

Na maioria das vezes as companhias, quando o fazem, pensam e executam suas estratégias de transformação digital ignorando sua a cadeia de suprimentos. Cada vez mais complexas e globais, os parceiros fornecedores podem ser um elo fraco na transformação digital segura e imperiosa que a Gestão de Ativos não pode prescindir.

IIoT

Quem não está cuidando de IIoT (Industrial Internet of Things) na  sua empresa, saiba que está bem atrasado. E a observação aqui é que seguramente os dispositivos conectados trarão inúmeros benefícios, mas riscos iminentes. O tipo de ataque que antes ocorria “somente” em cópias de documentos, “espetadas” de pen-drives espiões em computadores, tablet e smartphones agora pode acontecer direto da sua máquina principal. 

Gestão de Estoques

Peças e Materiais, estoques e disponibilidade just-in-time, são negligenciados nos sistemas de gestão, sendo considerados responsabilidade de  “outros”, os que lidam com a cadeia de logística e suprimentos, motivo de suas grandes possibilidades de risco. É preciso investir em procedimentos bem definidos que elevem o nível de automatização, sabendo que uma falha nestes processos pode causar paralisação total ou parcial da empresa.

Colaboradores

Transformação digital não significa eliminação da ação humana. Pelo contrário. As pessoas são a parte fundamental do sucesso ou fracasso desta transformação. 

Seja por falta de conhecimento, o que acontece na maioria dos casos, ou por ações mal-intencionadas, os funcionários acabam sendo um dos elos mais fracos e, portanto, um dos principais riscos a serem gerenciados.

Regulamentação

Em todas as áreas, da segurança do trabalho e legislação trabalhista aos aspectos de atenção ao meio ambiente, da qualidade do produto aos acordos de níveis de serviço, regulamentação e mudança de legislação é o que não falta neste nosso admirável mundo novo, todo dia. 

Cada vez mais presente e tendo que atender normas ou padrões adotados internacionalmente, regulamentação é parte da transformação digital, com o adicional intrínseco da proteção de dados. 

A transformação digital é uma grande aliada das empresas, com efeitos concretos na Gestão de Ativos, porém não pode deixar ao largo questões como sobreposições de leis em companhias globais, que precisam seguir diferentes regulamentações, além de, em alguns casos, ser atormentada pela burocracia em detrimento das melhores práticas.

Alta Gestão e Liderança

Mais que dar o apoio moral, a alta gestão da empresa deve direcionar recursos e determinar responsabilidades no trato da transformação digital. E cobrar seus avanços e resultados. Conflitos de crenças, políticas e mesmo a guerra pelo poder dentro das organizações são grandes risco que a transformação digital enfrenta desde sempre e todos os dias.  

Passando ao nível dos gerentes e alto escalão da Gestão de Ativos é fundamental que saibam onde estão pisando, mas tenham a exata noção onde querem chegar. 

Um Plano Diretor de Gestão de Ativos, plurianual, com revisões periódicas, pode mapear o caminho a trilhar, eliminando ou mitigando riscos inerentes a um trabalho com efeitos de longo prazo e que não acaba nunca.

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