O que é gestão de manutenção?

Gestão de manutenção executada por um engenheiro gestor
Gestor de manutenção em campo realizando suas atividades de gestão.

Já diria o ditado: prevenir é melhor do que remediar. E esse conselho não serve apenas para a nossa saúde. Mas, também, para o sucesso da gestão de negócios de qualquer segmento. Por conta disso, a Gestão de Manutenção é fundamental para o pleno funcionamento de empresas do varejo, hotéis, gestão pública, climatização, indústrias e outras.

Mas, claro: existem diferentes tipos de manutenção, com propósitos diferentes. O que podemos garantir é que o pleno funcionamento desse setor é responsável pela redução de gastos desnecessários em uma empresa.

Quer saber como ele funciona?

O que é gestão de manutenção

Um setor de gestão de manutenção eficiente funciona como uma orquestra, onde diversas competências precisam estar sincronizadas para o sucesso completo da operação. E esse time envolve profissionais de áreas técnicas, gestão administrativa, financeira e de tecnologia. Todas essas especialidades, juntas, são responsáveis por garantir o funcionamento de uma operação de forma sustentável e otimizada.

Em suma, o objetivo da gestão de manutenção é controlar a alocação de custos, tempo e recursos para assegurar a eficiência e adequação das operações de manutenção. Dessa forma, é possível acabar com desperdício de recursos e até paralisações em equipamentos com defeitos – que, em muitos casos, poderia ser evitado. Lembra o que falamos lá no início sobre prevenção? A manutenção preventiva é a mais indicada para otimizar custos da empresa.

À primeira vista, temos a impressão que o setor de manutenção é importante apenas em fábricas. Mas, aí está o engano. Ele é importante para diversos outros setores.

O setor de hotelaria e hospedagem, por exemplo, não para nunca. Danos em estruturas podem causar grandes problemas. Por isso a gestão da informação de equipamentos de um hotel passa por diferentes áreas: desde a recepção, que tem contato com os clientes, até o setor de limpeza, que acessa frequentemente os quartos e pode conferir o funcionamento dos aparelhos e estrutura em geral. E, claro, a manutenção preventiva, aqui, ajuda a evitar baixas em estrutura e quartos disponíveis.

No varejo, o funcionamento de equipamentos impacta diretamente no sucesso de vendas e, consequentemente, nos lucros. Ou você acha que seria possível realizar vendas, controlar o estoque e gerir uma loja sem um sistema de venda em plenas condições de uso? E em um supermercado, como ficaria o seu funcionamento com as geladeiras de congelados estragadas? A manutenção é fundamental.

E, claro, nas fábricas. Seja na produção de roupas, comida ou, até mesmo, carros, nas indústrias são encontrados, normalmente, os equipamentos mais complexos e caros. E quanto maior a durabilidade de equipamentos, mais competitivo fica o mercado, beneficiando empresários, que terão mais lucros, e consumidores, que poderão ter acesso a produtos com maior qualidade e preços mais atraentes.

Qual a função do setor de manutenção

Para entender melhor, vamos imaginar dois diferentes cenários:

Numa fábrica, em dado momento, os técnicos disponíveis são encarregados de efetuar a manutenção em equipamentos não essenciais à produção, como aparelhos de ar condicionado, por exemplo, enquanto um equipamento essencial para o processo produtivo é posto em fila de espera.

Vários técnicos são direcionados para efetuar manutenção de um mesmo equipamento, onde o trabalho de apenas um seria suficiente para a resolução do problema em tempo útil.

Nas duas situações podemos perceber exemplos negativos de gestão de manutenção. No primeiro caso, a produção pode ser paralisada devido a uma falha que deveria ser resolvida, mas não é, por alocação inapropriada dos técnicos. Já no segundo cenário a atribuição do mesmo trabalho de manutenção a vários técnicos resulta na perda desnecessária de tempo e dinheiro por parte da empresa.

O agendamento adequado dos trabalhos e o controle de custos são dois dos principais objetivos da gestão de manutenção. O gestor deve compreender o funcionamento e as necessidades da empresa para saber que trabalhos de manutenção priorizar para minimizar o prejuízo.

Da mesma forma, deve sempre avaliar quais opções, em termos de custos, são mais viáveis para a empresa, seja a curto ou longo prazo. Um exemplo disso pode ser escolher entre a compra de um equipamento mais caro, porém mais duradouro, ou de um mais barato e que tenha a vida útil menor.

Outro aspecto importante do trabalho de um gestor de manutenção passa pelo cumprimento das normas e regulamentos – regressando ao exemplo 2 apresentado acima, é possível que seja requerido por lei que um determinado trabalho de manutenção seja realizado por mais do que um técnico por motivos de segurança.

Neste caso, apesar de a alocação de um único técnico poder ser, em teoria, suficiente e ter um custo mais baixo para a empresa, a lei deve sempre prevalecer e o gestor de manutenção é responsável por assegurar o seu cumprimento.

A complexidade dos equipamentos, também, demanda um profissional técnico dedicado e especializado. Alguém que consiga avaliar possíveis problemas e demandar soluções rápidas para evitar que equipamentos importantes fiquem parados.

Objetivos da gestão de manutenção

Além de todas as funções já citadas, um dos objetivos da gestão de manutenção é realizar manutenção preventiva para evitar paralisações desnecessárias no processo produtivo. Mas, qual o papel do setor de manutenção nesse processo?

A manutenção preventiva tem o objetivo de evitar qualquer tipo de problema mais grave que possa prejudicar a produção. É uma prática que não consiste em consertar equipamentos ou resolver problemas – essa seria a manutenção corretiva. Mas, sim, monitorar todos os equipamentos e garantir o seu funcionamento constante.

Alguns setores demandam uma manutenção preventiva constante. O de aviação, por exemplo, não pode funcionar sem esse trabalho. Mas, alguns outros setores deixam esse trabalho de lado e preferem tratar de problemas quando eles aparecem. O problema é que essa forma de trabalhar pode gerar custos altos e problemas no andamento da produção.

Se a sua empresa ainda está nesse momento, talvez seja a hora de rever a operação e investir em algo que pode te poupar muito dinheiro no futuro. Não sabe como fazer isso? A gente te ajuda!

A primeira coisa a se fazer é montar uma equipe dedicada a essa função. Esses profissionais serão responsáveis por acompanhar de perto as máquinas e planejar as datas de ações de manutenção preventivas – e quais são elas. Normalmente, técnicos em eletrônica, mecânica e mecatrônica estão capacitados para compor esse time. O engenheiro de produção também tem papel fundamental nesse processo.

Quanto mais conhecimento técnico sobre o funcionamento das máquinas, melhor. Então, invista em treinamentos constantes para que estes profissionais possam detectar possíveis problemas e quais tipos de manutenção poderão garantir o pleno funcionamento dos equipamentos.

É importante, ainda, que a equipe responsável pela manutenção preventiva trabalhe em um calendário que prejudique menos a produção, como férias coletivas ou épocas em que a produção demanda menos entregas.

Esse trabalho, quando bem feito, além de evitar danos financeiros graves, pode aumentar a vida útil e o desempenho dos seus equipamentos.

A sustentabilidade é outro ponto que tem sido cada vez mais discutido. Uma equipe competente de gestão de manutenção tem a capacidade de trabalhar de forma preventiva  para melhorar a durabilidade de equipamentos, evitando assim descartes desnecessários e nocivos ao meio ambiente.

Vantagens e benefícios da gestão da manutenção


Na indústria, a gestão de manutenção, normalmente, é responsável por um dos setores mais importantes de uma empresa: a produção. É dali que saem todos os produtos de uma companhia e, normalmente, onde são feitos os maiores investimentos – tanto de estrutura quanto de funcionários.

Por conta disso, a estratégia traçada na manutenção tem impacto direto nos resultados sendo, inclusive, uma vantagem competitiva no mercado. O dinheiro necessário para investir em manutenção preventiva costuma ser bem menor que o necessário para correções e substituição de equipamentos. E essa diferença nos gastos impacta diretamente no valor da produção e, consequentemente, no preço de venda do produto.

Outra vantagem de uma gestão de manutenção eficiente está na diminuição de falhas. E isso leva a uma possibilidade maior de seguir o cronograma de produção pré-estabelecido pela gestão da empresa. Mais um ponto positivo na geração de lucros.

Equipamentos com a manutenção em dia também garantem mais segurança para a equipe de operação, diminuindo significativamente os riscos relacionados com acidentes de trabalho em fábricas.  

O valor da manutenção preventiva, porém, está relacionado a sua aplicação correta. Caso não seja bem planejada, os benefícios e a economia podem não ser percebidos pela gestão da empresa. Para consertos pontuais e de máquinas que não representem tanto impacto na produção, a manutenção corretiva pode ser mais acessível. Mas, para equipamentos vitais para a produção, pode representar uma alta perda de produtividade, danos graves no processo produtivo e, consequentemente, perdas financeiras.

A importância da gestão da manutenção

Já sabemos o quanto a gestão da manutenção é fundamental para a produtividade de uma empresa, otimização de custos e, principalmente, preservação de equipamentos. Resolver ou prever problemas antes deles acontecerem diminui muito o tempo gasto com consertos e o período de pausa dos aparelhos. Quando bem planejado, considerando épocas com menos movimentação, seja no comércio ou na indústria, pode ser feito sem qualquer impacto, inclusive.

Além disso, ficar de olho nas manutenções ajuda a aumentar o tempo de vida dos equipamentos de produção, a eficiência dessas máquinas e, também, a produção de produtos com mais qualidade – ou processos de trabalho mais simples. Mais uma vez: menos gastos desnecessários ou não planejados.

Alguns softwares de gestão de manutenção (comummente designados CMMS, do inglês Computerized Maintenance Management Software) ajudam – e muito – a simplificar todos estes processos. Eles reúnem e armazenam toda a informação necessária e facilitam a comunicação entre gestores e técnicos de manutenção através de plataformas acessíveis em vários dispositivos.

Não sabe se você precisa de uma destas ferramentas na sua empresa? A gente te mostra 5 sinais de que é hora de investir num CMMS.

No Infraspeak, por exemplo, é possível que os gestores monitorem as operações em tempo real – a velocidade da informação é fundamental! Ele terá acesso, ainda, ao agendamento de ciclos de manutenção preventiva, geração de relatórios, entre várias outras funcionalidades. Quanto mais informação disponível, mais fácil será possível garantir uma boa organização dos processos, menores custos e maior qualidade de vida para o gestor de manutenção

Mas, nada melhor do que avaliar os benefícios da Infraspeak na prática. Para isso, você pode testar todas essas funcionalidades gratuitamente. Agende a sua demonstração agora mesmo.